Hewitt, Knox.

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Hewitt, Knox.

Mensagem por Knox Hewitt em Seg Dez 01, 2014 12:32 am


BKNOXHEWITT

NOME /////////////KNOX BRINDLEMANN HEWITT

IDADE /////////////VINTE E UM

EMPREGO /////////////RECONHECEDOR DE CAMPO / ESTUDO DE VIDA GROUNDER

ESTADO CIVIL /////////////SOLTEIRO

GRUPO /////////////MOUNTAIN PATROL

LUGAR /////////////
MOUNT WEATHER
FACE /////////////
JOSEPH MORGAN
ATRIBUTOS /////////////
FORÇA: 7
DESTREZA: 7
AGILIDADE: 6
PERCEPÇÃO: 7
MIRA: 6
LÁBIA/INDUÇÃO: 4
VITALIDADE: 8


Caderno de Anotação -- É onde se encontram todas as anotações de Knox, como a organização dos Mountain Men, dos Grounders, reconhecimento de terreno, etc. É uma compilação de informações das duas sociedades e do terreno em volta de Mount Weather.

Colar Grounder -- De simples confecção, tem uma gema amarela como pingente e é entrelaçado com materiais naturais. Foi feito por um Grounder, como presente não só dele, mas da tribo inteira, simbolizando a confiança que ela deposita nele.

Cartão de Acesso -- Como integrante da Mountain Patrol, ele tem um cartão de acesso e as senhas necessárias para entrar e sair de Mount Weather (com a aprovação de seu superior). Também dá acesso à certos lugares dentro do complexo militar.

Chapter I.




why I should be dead --


Eu não deveria saber dos experimentos conduzidos em Mount Weather.

Eu também não deveria me comunicar normalmente com Grounders, menos ainda ser próximo deles.

E, além disso, eu não deveria poder viver lá em cima. Nenhum Mountain Men além de mim pode.

▲ ▲ ▲

the dreams we have --

Quando criança, Knox sonhava em conhecer o mundo lá fora. Já nessa idade ele percebia quão limitado seu mundo era. Quão claustrofóbico era viver debaixo da terra. Uma vez, pouco antes de dormir, ele chegou a dizer isso à sua mãe.

— Knox, eu já disse que você não deve sonhar com essas coisas. — Ela começou a dar, pela décima ou vigésima vez, o mesmo sermão. De cenho franzido, ela mexia as mãos de uma forma meio nervosa e parecia não poder encarar o filho. — O mundo lá fora é bonito, mas mortal. E o preço para conhecê-lo pode ser muito grande.

— Mas eu quero tanto, mamãe. — Havia um brilho no olhar do menino. Um querer tão forte que doía de olhar. — Há cachoeiras e rios e tanto mar que nós nunca poderíamos nadar nele todo. É tudo tão...

Seu vocabulário infantil não encontrava a palavra certa. Sua mãe, no entanto, aquiesceu e deu um sorriso pra ele, parecendo ter achado o que ele procurava, talvez com o seu sexto sentido materno.

— Livre. — Ela completou por ele. Knox sorriu e abraçou-a enquanto ela acariciava seus cabelos loiros carinhosamente.

É irônico saber que há apenas alguns minutos, sua mãe, Elena, terminava de conduzir experimentos com alguns Grounders promissores, e que os resultados tinham sido excelentes. Antes de sair do laboratório, ela extraviou um vial com um pouco da solução final que, completa, tornaria os Mountain Men resistentes à radioatividade do mundo lá de cima... e alterou os dados para que os testes aparecessem como inconclusivos.

A Presidente continuaria a incomodá-la, a apressá-la com os testes, mas dessa forma ela teria mais tempo de pensar se valia a pena tornar o povo de Mount Weather ainda mais poderoso. Elena sabia que, ao conduzir esses experimentos, ela também integrava o que ela imaginava ser a escória da humanidade: humanos capazes de ir ao mais baixo nível para atingir um objetivo.

Há anos era pesquisada uma forma de fazer os frágeis cidadães de Mount Weather poderem sobreviver novamente na Terra. Primeiro eles haviam tentado substituir o sangue dos Mountain Men com o dos Grounders, mas isso não deu totalmente certo. Era preciso algo mais... um princípio ativo. E talvez um pouco de sorte.

Elena sabia que era arriscado e que ela nunca poderia dizer a Knox o preço de seu sonho: as vidas dos diversos Grounders que morreram nos últimos anos durante os testes e as transfusões sanguíneas. Ele não aguentaria a verdade, não enquanto fosse uma criança. Talvez, quando estivesse crescido... talvez ela pudesse contar a ele.

— Você, meu filho... você será livre. — Ela disse para a parede, dado que o menino já tinha caído no sono. Ela procurou uma veia no braço pálido de Knox e aplicou a solução. Havia lágrimas em seus olhos.

Isso poderia matá-lo -- e talvez a radioatividade não fosse ser a culpada.  


▲ ▲ ▲

Localização: Mount Weather [Câmara Pressurizada Anti-Radiação (Saída Segura)]
Temperatura (Ambiente Controlado): 26°C
Idade de Knox: 17 anos

Eu odeio rotina.

Um ano após a morte de minha mãe, Elena, eu comecei a treinar para entrar na Mountain Patrol. As pessoas não questionaram minha decisão, nem fizeram muito alarde sobre eu ser muito novo para entrar no grupo. Eles provavelmente achavam que eu não viveria bem ali, preso à sombra da morte abrupta dela nas mãos de um Reaper.

Ter de fazer as coisas nos mesmos horários, seguindo agendas e cronogramas, não é o meu forte. Por isso que, quando estou entrando no traje anti-radiação e arrumando o suporte para o rifle sobre o meu ombro, Boggs, um de meus companheiros na Mountain Patrol diz:

— Knox Hewitt, saindo para reconhecimento de campo. Horário de saída: 08:30 da manhã; horário de volta: ... — ele faz um bzzz, como a estática dos rádios, e dá uma risadinha. Ele está bem acostumado à minha falta de horário.

— Lazy Boggs, pronto para mais um dia dando círculos em volta de Mount Weather para ver se encontra algum pobre animal em que atirar. — Eu respondo de forma irônica. Lazy não é seu sobrenome, e sim um apelido que dei a ele. Ele não é preguiçoso; na verdade, é o completo contrário. Para Boggs, agenda é tudo -- as pessoas estão sempre comentando sobre essa diferença fundamental entre nós.

Ele dá um soco no meu ombro direito. Eu revido mas nós não prosseguimos na brincadeira. Lutar dentro desse traje cansa. Eu termino de ajeitar tudo e ponho a máscara, não esquecendo de lacrar tudo com segurança.

— Bem, ao menos eu tenho algo para fazer. É melhor do que ficar por aí desenhando em um caderninho e tirando noções de terreno todo o dia. — Ele zomba pelo rádio.

Xingo ele e digito a senha no visor acoplado à porta. Ela se abre lentamente enquanto a parte detrás da sala é selada para que não haja vazamento. Para nós, Mountain Men, a vida fora de Mount Weather é impossível. A radiação corrói nossa pele, órgãos e carne em segundos. Basta um pequeno contato e tempo o suficiente para que isso aconteça.

Lá fora o dia é bonito. Faz sol e, embora eu não o sinta na pele, posso imaginar como é a sensação. Me despeço de Boggs, que vai se juntar ao resto da patrulha de segurança, e me dirijo ao acampamento de Grounders que venho estudando.


▲ ▲ ▲

Virgínia, Estados Unidos, é um lugar exuberante. A radiação espalhada pelas bombas fez com que diversas mutações fossem sofridas tanto pela vida animal quanto a vegetal. Se você me perguntar, acho o mundo ainda mais bonito agora. Na escola havia diversoss livros, pinturas e arquivos com fotos de como o mundo era. Ele é diferente hoje, mais selvagem e poderoso.

Estou chegando ao acampamento Grounder quando vejo uma movimentação estranha nos arbustos. Faz três meses que venho explorando esses local, então não sei se há algo que oferece perigo a mim. Pego o rifle e aciono a mira. Vou me aproximando da vegetação lentamente, com o dedo no gatilho, e mais uma vez o arbusto se mexe.

Uma raposa sai dele.

Ela é exatamente igual às de antigamente. Nada de um rosto atrofiado nascendo, nada de garras ultra-longas ou pelos brilhantes. Se houve alguma alteração física, não é visível. Sorrio e ponho o rifle novamente no suporte; pego o caderno para desenhá-la. Meu trabalho oficial é fazer anotações sobre a vida dos Grounders, como sobrevivem, se organizam, se comunicam etc, mas às vezes eu me permito retratar algumas coisas belas.

Estou no meio do desenho quando algum barulho a assusta. Ela corre mais rápido do que meus olhos podem acompanhar e perco seu rastro.

Demoro a perceber que há alguém atrás de mim e quando o faço já é tarde.

O Grounder me derruba no chão e minha máscara bate em uma pedra. Há um audível crack! mas eu não dou-lhe atenção. Uso o treinamento que tive e me aproveito do próprio corpo do Grounder para jogá-lo no chão. É um homem. Nós lutamos por um tempo, ele me dá uma joelhada (felizmente não atingindo a região que ele almejava) e eu tento imobilizá-lo, o que se prova inútil pois ele é muito forte.

Em dado momento ele consegue se afastar e levantar. Nós dois respiramos com dificuldade (eu mais que ele, por causa desse traje). É provável que o respirador tenha sido danificado e --

É quando percebo que minha máscara está rachada.

Agora que presto atenção, ela está quebrada em certo ponto. A rachadura tornou-se um rombo no material de proteção, e eu estou em contato direto com o ar, o que significa que vou morrer em alguns segundos e --

O ar tem um cheiro diferente e é mais gelado do que eu pensei, mas estou bem. Respirando. Vivo. Se a radiação está me matando, não sinto nada. Na verdade, eu me sinto ótimo. Se isso é morrer, não vejo problema nenhum.

Devo ficar assim por diversos segundos, talvez minutos. Nem percebi que tinha fechado meus olhos. Quando os abro, o Grounder ainda está ali e não parece haver mais batalha nele. Seu semblante é tão atônito quanto o meu é surpreso.

— Eu não... — Comecei a dizer, esquecendo que havia toda chance do mundo dele vir para cima de mim e nenhuma chance no mundo de eu conseguir apontar o meu rifle na direção dele.

Mas então ele me surpreende e fala pela primeira vez.

— Névoa. — Seus olhos estão assustados, como se houvessem avistado um fantasma. Não vejo nada de anormal primeiramente, mas descendo do céu, vindo em nossa direção, há realmente uma névoa amarelada.

Ela é rápida e parece areia e --

— Ei, me solta— começo a dizer, pois o Grounder me pegou pelo braço e está me puxando na direção oposta à névoa.

— Névoa ruim. Névoa mata. Precisamos correr. — Seu desespero me convence; ele não parece estar mentindo. Não há tempo para decidir se confio ou não nele, ou para compreender a absurdez da situação.

Nós corremos ao máximo que podemos.

▲ ▲ ▲

Não conheço a voz que me acorda.

— Acho que já é seguro sair. — Ela diz. Me sinto pesado, como se tivesse comido muito e demoro a ficar alerta. Acordar parece muito com se mexer em um líquido gelatinoso.

A saída de Mount Weather, a raposa, a luta com o Grounder, ter respirado o ar e não morrido, a Névoa. Tudo volta como um flash, e estou procurando pela minha arma antes de pensar direito.

O Grounder poderia ter me matado diversas vezes. Após termos lutado, ele poderia ter me deixado lá para morrer na Névoa. Quando dormi, ele poderia ter cortado minha garganta. Agora, quando procurei pela minha arma, me derrubar não seria nenhum desafio. Da forma que me sinto agora, eu não teria oferecido muita luta.

Já devo a ele três vidas.

— Por que você não me matou? — Pergunto a ele, olhando em seus olhos. Ele sustenta o olhar.

— Homem-da-Montanha não pode viver fora da montanha. Homem-da-Montanha morre em contato com o ar. Você não morreu. — Não sei como ele sabe de nossa fragilidade; na verdade, tem muitas coisas que eu não sei sobre tudo. Ele se aproxima e estende a mão, imagino que para eu apertá-la. Mas quando a estendo, ele fecha a mão em meu antebraço, e imagino que é para eu fazer o mesmo.

— Me siga. — Diz ele e antes que eu possa objetar, ele está saindo pela fenda na pedra que nos abrigou da Névoa.

Me apresso para segui-lo e, lá fora, vejo que já é noite. Espero que seja o mesmo dia em que saí para a missão de reconhecimento.

— Ei, aonde vamos? — Seus passos são rápidos e eu tenho de me apressar para segui-lo. Ainda não sei exatamente porquê o faço, mas ainda estou me sentindo meio tonto, pesado e não penso direito. — Ei, me respon --

— Estamos indo para a minha aldeia. — Ele diz sem se virar para trás. — Vou te levar para a nossa curandeira.

▲ ▲ ▲

RESUMEX:
Então... eu percebi que a história ficaria ENORME se eu fosse fazer tudo. Pois a primeira parte dela se passa quando ele era criança e a mãe dele, chefe dos cientistas de Mount Weather, optou por zerar a pesquisa para tornar os MM imunes à radioatividade, por motivos já descritos (e que podem ser aprofundados), dando só a ele a solução final.

Depois é ele com dezessete anos, já na Mountain Patrol, com a função de fazer reconhecimento de campo/ estudar os Grounders. Achei importante colocar essa parte pra demonstrar que, por mais que ele fosse resistente à radioatividade, o organismo dele ainda não era forte o suficiente para ficar lá fora por muito tempo. Por isso ele fica cansado e "pesado" rapidamente...

Eu devo postar a história toda depois, para explicar como ele acabou sendo aceito pelos Grounders, como ele se relaciona com eles, como ele descobriu sobre os experimentos em Mount Weather etc.

Atualmente, ele tem 21 anos.

WILL. 16. MP/FB.
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Re: Hewitt, Knox.

Mensagem por The Reality em Seg Dez 01, 2014 3:56 pm


aceito

"Você é uma parte importante para nossa sobrevivência. Coloque seu povo sempre em primeiro lugar."
Presidenta Tarby Cohl.

ITENS:
– Bushmaster ACR (Adaptive Combat Rifle) [Um rifle de assalto que pesa cerca de 3 kg tendo o alcance até 300 metros. Possuí mira uma mira laser e um silenciador.]
– Gás de fumaça [Causa desmaio àqueles que o respiram].
– 1 cartuchos (30 tiros).

10 PT.

ps.: será considerado que você tem afinidade com a unidade do Sul, a qual ainda não fora descrita ou aparecerá. A unidade Norte e qualquer outro grounder da Vila – com exceção da Líder do clã – desconhece sua existência.
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