CLYTE, Eileen

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CLYTE, Eileen

Mensagem por Eileen Clyte em Dom Nov 30, 2014 7:15 am

Código:

JEileenClyte

NOME /////////////Eileen Joseffi Clyte

IDADE /////////////17 anos

EMPREGO /////////////ex-aprendiz de engenharia ambiental || Caçadora

ESTADO CIVIL /////////////solteira

GRUPO /////////////os 100

LUGAR /////////////
camp, Terra
FACE /////////////
Aice Englert
ATRIBUTOS /////////////
FORÇA: 3
DESTREZA: 6
AGILIDADE: 4
PERCEPÇÃO: 7
MIRA: 7
LÁBIA/INDUÇÃO: 3
VITALIDADE: 5


• Espelho [Um pequeno espelho redondo, que um dia pôde ser aberto e fechado, mas cuja tampa foi arrancada por Eileen. Apesar de seu metal já estar enferrujado, o vidro do lado de dentro permanece praticamente intacto, por causa do cuidado que a garota tem par mantê-lo assim.]

•  Dados [Um conjunto de sete dados, cada um com uma quantidade de faces diferente. Um deles é viciado e cai sempre no mesmo número, e foi adivinhando qual era esse dado que Eileen ganhou o conjunto de um amigo de seu pai quando tinha oito anos.]

• Corrente de prata [Objeto que pertence a família Clyte há gerações, e hoje em dia está permanentemente enrolado no tornozelo de Eileen. Uma corrente de prata fina e delicada, com cerca de 30 cm e um pequeno pingente, uma simples pedra com um pequeno C desenhado, pendurado em um de seus elos.]

Chapter I.



Leighton e Antoine eram ambos muito novos quando a primeira engravidou. Nenhum dos dois tinha certeza se quereria filhos, ou quando os quereriam, e nem mesmo sabiam se queriam realmente passar o resto de suas vidas juntos. Mas Leighton eram descuidada, e Antoine distraído, e foi assim que Eileen simplesmente... Aconteceu.

Sua mãe, Leighton, uma engenheira elétrica, não chegou ao ponto de rejeitá-la: tratava-a como uma consequência de um erro, um castigo pelo seu descuido, algo com que ela tinha de arcar. Cuidava da menina com zelo, porém de um jeito muito pouco maternal.

Seu pai, Antoine, como um enfermeiro, fez justo o contrário. Tratou como se não fosse seu problema, e cuidava de Eileen como se fosse filha de um amigo dele: brincava com ela, conversava, ria, mas no seu próprio tempo, quando bem queria, e sem prestar muitos cuidados a criança.

Apesar do ambiente desagradável, até certa idade, tudo foi bem para Eileen. Com oito anos, começou a se interessar por matemática, e ganhou de um amigo de seu pai um conjunto de dados (com um viciado escondido em meio aos outros). Um pouco mais velha, passou a gostar mais de questões ambientais, e Leighton apresentou-a para um dos trabalhadores da área. Eileen virou sombra do mesmo, e foi mais ou menos aí que as coisas começaram a dar errado.

Seu contato com seu mentor durante uma semana foi mais profundo do que o tivera com seus pais a vida inteira. Foi só então que ela percebeu o quanto faltava uma figura paterna ou materna em sua vida. Agarrou a oportunidade pelos cabelos, e começou a passar mais tempo com Frederick, o engenheiro ambiental, do que o normal. Sua mãe não se importava, e seu pai nem sequer percebia.

Ela estava feliz, por um certo tempo. Odiava chegar em casa, odiava seus próprios pais, mas Eileen estava feliz, pois tinha escolhido sua carreira e gostara da escolha de mentor que sua mãe havia feito. Podia passar horas com ele sem se entediar, sentia-se tão próxima dele, como se fosse sua filha ou irmã mais nova.

Mas ele, é claro, via de outro jeito.

Talvez ele tenha interpretado mal os sinais da garota, talvez ela própria que não soubesse exatamente como agir com um familiar e como diferenciar isso de um interesse romântico, não importa. O que importa é que ele era maior de idade, um homem feito, com seu emprego e uma esposa que provavelmente teria um filho logo, e ela somente uma garota com 16 anos e um rosto bonito.

Ele deu em cima dela primeiro. Alguns dias, algumas vezes. Ela preferiu ignorar, ou ao menos fingiu para si mesma que aquilo não estava acontecendo. É incrível a capacidade da mente humana de só ver o que quer. E ela continuou vendo-o como seu mentor, seu irmão mais velho, mesmo com os olhares e os toques sutis.

A primeira vez que ele tentou beijá-la, ela recuou, mas ele o fez novamente, de um jeito tão feroz e obstinado que ela não conseguiu negá-lo outra vez. O jeito que ele a tocou e a segurou naquela tarde, o jeito que a empurrou contra a parede e fez tudo sozinho, como se ela fosse uma boneca, foi o protagonista de muitos pesadelos de Eileen. E o jeito que ela ficou paralisada, sem saber como reagir, também.

Culpou-se, primeiramente, por não reagir e não lutar. Prometeu a si mesma que da próxima vez, o faria. Passou a vê-lo somente nas horas necessárias, evitando em qualquer lugar que não fosse o trabalho. Não foi o suficiente, e ela quebrou sua promessa: quando ele segurou-a pela cintura e começou a despi-la novamente, ela não teve a coragem de pará-lo.

Eileen nunca chegou a ter certeza de quantas vezes aconteceu. Mistura os acontecimentos reais com os sonhos, e é tudo tão embaçado que não saberia dizer por quanto tempo aguentou aquilo. E aos poucos, dormia menos e temia mais, se pegava de olhos arregalados no meio da noite, o corpo suando frio e as mãos inquietas. Até que não conseguiu mais.

Não foi um ato premeditado — não decidiu, uma noite, que não iria mais suportar aquilo, ela nem sequer percebeu. Negava a si mesma tudo e qualquer coisa em relação ao que Frederick andava fazendo. Ela simplesmente surtou. Ali mesmo, no chão com o corpo do mentor colado ao seu, a respiração ofegante dele ao seu ouvido.

Enquanto sentia suas mãos e pernas tremerem, com medo de mover um músculo que fosse, seus olhos não conseguiram mais focar no teto. Ela se lembra de estar com a visão embaçada pelas lágrimas. E  se lembra de esticar os dedos para sua esquerda e pegar o espelho no bolso de sua calça jogada no chão, e de arrancar a parte de cima do objeto, quebrando-o.

Nunca foi uma garota forte, apesar de sua destreza, então foi preciso uma obstinação sem igual para bater no homem com a força da qual precisava. Mas bateu, em cheio no rosto, com a tampa de metal. E então de novo, e virou-se por cima dele, e de novo e de novo e de novo, mais vezes do que pôde contar, mesmo quando ele gritava, até só sobrar suas respiração, até não sobrar mais nada.

Só parou de bater no rosto do homem quando foi tirada de cima dele, já vários minutos depois de Frederick ter morrido, nua e com lágrimas por todo seu rosto. Não resistiu quando arrastaram-na para fora da sala — na verdade, um sorriso aliviado tomou conta de seu rosto — e sentiu uma paz repentina quanto lhe deram um choque para que ela desmaiasse.

Foi posta na prisão sem que pensassem duas vezes, e a chance de ser perdoada eram mínimas. Eileen bem sabia daquilo. E ao mesmo tempo que o evento causou danos terríveis a sua mente e pesadelos constantes com o rosto sangrando do homem e suas próprias lágrimas caindo sobre ele, ela jura que faria tudo de novo, faria tudo de novo só por aquele momento de paz que teve ao ver que Frederick nunca mais encostaria nela, ao ver que tinha conseguido sua vingança, ao ver que não era impotente. Podia salvar a si mesma.

Ou ao menos é isso que ela pensa, e é nisso que quer acreditar. E tendo sido escolhida para os 100 por motivos que ela ainda desconhece, ela vê naquilo sua única chance de sobreviver, e, de bônus, provar a si mesma que não precisa de uma figura paterna. Pode cuidar de si mesma. Mas é claro que ela está errada, e as chances são que não conseguirá sobreviver. Ao menos não sozinha.

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Re: CLYTE, Eileen

Mensagem por The Reality em Dom Nov 30, 2014 4:47 pm


aceito

"Seja bem-vinda a sua nova vida, Eileen. Que suas escolhas na Terra sejam melhores que as feitas na Arca. Que nos encontremos novamente."
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– Corda de 4 metros.

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