[RP] You'll be my gun, and I'll be your trigger.

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[RP] You'll be my gun, and I'll be your trigger.

Mensagem por Thea Winbledeaux em Dom Dez 07, 2014 3:18 pm


▲  You'll be my gun, and I'll be your trigger.

Esta RP se passa no dia 25 de Março de 2224, às 05hrs e 00min, no Laboratório clandestino do projeto Armagedon, na estação Phoenix da Arca. É uma manhã comum, na medida do possível, na qual Ann-Ronwe está "entrevistando" a mais nova candidata ao projeto, Thea.

É uma RP fechada que se encontra em andamento.
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Re: [RP] You'll be my gun, and I'll be your trigger.

Mensagem por Ann-Ronwe Schäefer em Seg Dez 08, 2014 11:40 pm

tell me your true colors
Os passos do salto de Ann-Ronwe faziam um som agudo sobre o piso metálico. Eu ainda lembro daquele som. Um tac tac agonizante no silêncio instaurado naquele corredor. Lembro de tudo, de tudo relacionado àquela vadia. Eu gostaria de não lembrar, vai ver assim poderia finalmente descansar em paz, mas eu lembrava, e por lembrar o tormento continuava. Ann-Ronwe havia me aprisionado em seu inferno pessoal sem nem mesmo querer.

E, como no inferno, ela era o Demônio.

Seus passos continuaram por alguns segundo até ela finalmente chegar ao seu destino. Uma enorme porta de metal trancada por trancas eletrônicas e manuais surgia na parede da esquerda. Ali, uma placa amarela de aviso exibia em letras garrafais: “Em manutenção. Somente pessoal autorizado.” Ela passou um cartão magnético em um compartimento, deixou seu olho esquerdo ser atingindo por um laser de leitura em outro, e quando o som de travas se abrindo pode ser ouvido ela girou o enorme timão de ferro para poder, então, abri-la.

A porta, diferente da maioria das portas de Walden e Arcadia não emitiu som algum ao ser aberta. Era silenciosa ao se abrir, quase como se não quisesse incomodar quem quer que estivesse dentro do cômodo que resguardava. Lembro-me que no momento eu imaginei isso sendo algo muito bom; agora, desejaria que o som que o portão fizesse fosse alto o bastante para assustar até mesmo monstros.

Ann-Ronwe caminhou com seus passos de serpente até uma cadeira de ferro em frente à uma mesa. Do outro lado da mesa metálica uma menina estava sentada. Seu olhar não era dos melhores, ela talvez entendesse muito pouco sobre onde estava, no que estava se metendo. Talvez, ela nem mesmo entendesse parte do que viveria naquele confinamento gélido no espaço. Uma pequena vida dentro da morte. Todavia, a cachorra não pensava sobre essas coisas. Os outros não a importavam, ninguém a importava. Nem mesmo seu filho, o qual ela não vira o dia todo e nem ao menos sentira falta de.

— Desculpe pelas acomodações, — Ann-Ronwe olhou na ficha eletrônica em sua mão para confirmar o nome da garota. — Theodora. A Arca não é o lugar mais confortável do mundo, e este consegue parecer pior.

A loira abriu um sorriso descontraído. Suas expressões eram tão verdadeiras que assustaria qualquer um que soubesse suas intenções e a visse naquele momento. Naquele cômodo escuro a luz pálida e fluorescente fazia as sombras tornarem-se quase fantasmagóricas. Mas o que mais me assustava naquele recinto era o brilho do broche do conselho. Frio, pálido, cruel. Quase como uma arma, ou talvez pior que uma, ele parecia captar a luz, era impossível não repará-lo e muito difícil ficar o encarando. Aquele broche, assim como o rosto de alguns membros do conselho e do Chancellor, surgiam em pesadelos de muitas pessoas da Arca.

— Então, aqui nesse pedaço de metal não diz muito sobre você. — Recomeçou a Chefe da Guarda a dizer, colocando o objeto sobre a mesa e as duas mãos unidas sobre ela também. Ann-Ronwe sorriu, seu sorriso verdadeiramente animal. Seu sorriso de cachorra, aqueles que todos confundiam com um sorriso gentil. — Diga-me do que gostar, do que desgosta. Ou se quiser pode me contar um pouco sobre sua vida.

Ela deu de ombros diante do que falara, arqueando levemente a sobrancelha. Seus olhos azuis gelados fitavam a criança à sua frente. Pequena para a cadeira, mas alta o suficiente para sentar-se confortavelmente à mesa. Ann-Ronwe não desviou o olhar dos olhos da menor, nem uma vez sequer enquanto esperava uma resposta.

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