Coyle, Nicola.

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Coyle, Nicola.

Mensagem por Nicola Coyle em Qui Dez 04, 2014 8:26 pm


ANICOLACOYLE
A

NOME /////////////Nicola Altwig Coyle

IDADE /////////////VINTE

EMPREGO /////////////CHEFE DE MEDICINA

ESTADO CIVIL /////////////SOLTEIRA

GRUPO /////////////THE ARK

LUGAR /////////////
WALDEN
FACE /////////////
EMILY VANCAMP
ATRIBUTOS /////////////
FORÇA: 4
DESTREZA: 7
AGILIDADE: 7
PERCEPÇÃO: 8
MIRA: 2
LÁBIA/INDUÇÃO: 8
VITALIDADE: 4


■ Relógio de Bolso -- Não é o melhor objeto para se ter noção do tempo, já que todos os seus números foram substituídos por luas e estrelas que reluzem sempre que ela abre a tampa do relógio. É preso a uma corrente dourada revestida com um pouco do precioso e limitado ouro disponível na Arca para não oxidar. Foi presente de seu pai.

■ Cartão de Acesso -- Como chefe do setor de medicina, o cartão dá a ela acesso a qualquer área da ala hospitalar e a quase todos os outros locais sob jurisdição normal (leia-se: locais que não sejam secretos/especiais).

And for every kindness...


— E o que você vem sentindo? — perguntou Nicola enquanto analisava os olhos do menininho à sua frente, David, com uma lanterna clínica. Eles pareciam secos.

— Tontura. Minha boca está meio seca... e quando eu vou ao banheiro, não consigo... — ele desviou os olhos, não querendo encarar Nicola, que deu um sorriso acolhedor para ele.

Os pais estavam a centímetros de distância. Enquanto o pai parecia estar se segurando muito para não chorar, a mãe olhava para um ponto fixo, tentando não deixar nada transparecer em seu rosto. Porém, quando nos empenhamos demais em parecermos frios, revelamos mais do que faríamos se agíssemos naturalmente.

— Dói? — Ela deu um leve aperto em seu peito; David fez que não com a cabeça. Depois de auscultar seu pulmão, Nicola disse: — Tudo bem. Já pode colocar a camisa de volta e descer da cama.

Ela voltou a sentar-se à sua escrivaninha e viu enquanto a mãe abraçava o filho de forma protetora.

— Bem, provavelmente é uma uma gripe passageira. Ela deve passar em um ou dois dias. Três no máximo. — Enquanto falava, escrevia num pequeno pedaço de papel reciclado algumas instruções para o tratamento. Quando terminou, deu a folha ao pai e se levantou para conduzi-los à saída.

— Se você se sentir enjoado ou muito tonto, volte aqui, ok? — Perguntou a David, abaixando-se para poder olhá-lo nos olhos. Seus olhos castanhos estavam realmente muito secos.

Quando os três estavam saindo da sala, a mãe com o menino à frente, ela interceptou o pai da forma mais sutil possível e, sussurrando, perguntou:

— Há quanto tempo ele não bebe água?

A resposta veio de forma relutante. O homem parecia perturbado -- ela conhecia o sentimento. Muitas pessoas na Arca enfrentavam tempos difíceis de vez em quando. As cotas nem sempre eram o suficiente para suprir as necessidades da família.

— Um dia e meio... doutora, eu... — Ele parecia à beira de um colapso. Seu estado não era muito melhor que o de seu filho, mas por ser adulto, era mais fácil aparentar força. — Nós não temos...

— Eu sei. — Ela mordeu o lábio, reflexo seu de quando estava prestes a decidir algo.

Nicola foi até sua mesa e escreveu em um pedaço de papel. Não conseguiu se conter. Desta vez, além de sua assinatura, usou também o carimbo digital que somente os médicos tinham para confirmar que certo paciente tinha prioridade em algo. Cota de água adicional. Quantidade: 1L. Válido por: 2 usos.

Quando o pai de David leu o pedido anotado, seus olhos se esbugalharam e ele se atrapalhou para falar.

— Eu não posso aceitar isso, doutora, eu...

— David precisa dessa quota. Não a desperdice. — Nicola disse. Parecendo reunir sua dignidade e dando o aperto de mão mais forte que ela já recebeu em toda a sua vida, junto de um dos olhares de gratidão mais humildes, o homem saiu e foi se encontrar com sua esposa e filho.

Talvez, num outro ambiente, gestos como aquele pudessem ser normais. Talvez houvesse um lugar onde os médicos pudessem receitar coisas sem que houvesse retaliação automática à sua quota diária.

Mas ali era a Arca, e cada gentileza tinha seu preço... embora um muito menor que o crime da curiosidade.

Nicola sabia bem disso. Não fazia nem um ano que perdera uma pessoa para este "crime".

E ela faria de tudo para aliviar cada pai com rosto sujo de graxa e mãos cheias de calo, cada mãe que não tinha o que dar de comer ou beber ao seu filho ou filha.

As coisas precisavam mudar... urgentemente.

- x -

Compilação:

Sua infância e adolescência foram passadas em Walden. Seu pai era um dos guardas; sua mãe, enfermeira na ala hospitalar. Desde pequena Nicola demonstrava enorme aptidão para a mesma área de sua mãe, quando já se interessava pelos livros e arquivos que esta guardava dos pacientes. A inteligência da menina e sua enorme facilidade em aprender tornou possível que ela começasse a cursar medicina muito mais cedo que o normal, aos quatorze anos.

Muito embora ela amasse e pertencesse à área de medicina, seu pai julgou necessário que ela aprendesse a se defender. Em seus tempos vagos, ele a ensinou a usar o corpo dos outros próprios para derrubá-los, sem que ela, normalmente menor, tivesse que utilizar muita força; como golpear com efetividade e nocautear rapidamente. Desta forma, embora não fosse uma profissional, ela tornou-se uma oponente formidável (e, por ninguém saber que ela aprendia isso com o pai, ninguém esperava que ela soubesse lutar).

Nicola já trabalhava ativamente como a mais nova médica na Arca quando conheceu Aiden, paciente seu à época. Ele trabalhava no setor de informações e morava em Phoenix (a estação mais odiada pelas outras duas, Walden e Arcadia), motivo pelo qual ela demorou meses até ceder às pressões de Aiden. Nicola viria a fazê-lo no futuro, concordando em sair com ele, e nada teria sido mais certo. Ela acabou se apaixonando pelo menino de cabelos escuros, semblante calmo e inteligência modesta que nada tinha de esnobe.

Muito embora Nicola fosse nova, sua capacidade como médica era inquestionável. Os pais que levavam seus filhos à ala hospitalar sempre a procuravam por saber que ela não os examinaria com desleixo, nem ligaria para suas aparências, como muitos dos médicos vindos de Phoenix (que eram maioria) faziam. Sua intuição parecia estar sempre certa e seus tratamentos eram os melhores, mesmo com o suprimento limitado da Arca. Essa sua habilidade em tratar das pessoas e ganhar a confiança delas fez com que ela se tornasse facilmente uma das pessoas mais adoradas e influentes nas estações que compunham a Arca -- até mesmo em Phoenix, embora com certa relutância. Em poucos meses ela viria a se tornar chefe do setor de medicina.




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Re: Coyle, Nicola.

Mensagem por The Reality em Sab Dez 06, 2014 11:24 am


aceito

"Você é uma parte importante da Arca, Nicola. Faça por onde e honre o seu povo. Sem esforço, não vamos a lugar algum."
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ITENS:
■ Agulhas [Uma caixinha de agulhas, a maioria serve como acupuntura, algumas delas são agulhas específicas para se acoplar em injeções e outras para a sutura de feridas]
■ Kit médico [Remédios simples (febre, dor e machucados), algodão, band-aids, esparadrapos, talas, álcool, fios de de sutura, estetoscópio, palitos para a língua e lânternas (ouvido e boca)].
■ Livros [Livros de medicina antigos feitos de papel, e livros digitias atuais.]

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